terça-feira, 22 de março de 2011

A natureza subalterna do Serviço Social

Matéria: Serviço Social Contemporâneo
Palavras chave: Gênero , Empobrecimento, Poder público, Tecnificação.

Ma. Edilene Xavier Rocha Garcia2
Conteúdo:
ü Apresenta o aspecto subalterno do Serviço Social.
ü Expõe o conservadorismo da profissão.
ü Demonstra que a metodologia sobrepôs-se ao traço sociológico da profissão .

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
ü Refletir sobre o caráter de subalternidade do Serviço Social brasileiro.
ü Examinar quatro aspectos considerados fomentadores do caráter de subalternidade apontados pelo autor .

IMPORTANTE!
ü Leitura do Livro Texto (PLT).
ü Textos Complementares.
ü E do ....
MONTAÑO DENUNCIA
ü Apesar de inúmeras participações em Movimentos para romper o conservadorismo.
ü Os profissionais o reforçaram.
ü Preocuparam-se com a metodologia.
ü Esqueceram-se da função social da profissão

METODOLOGIA E FUNÇÃO SOCIAL
Metodologia: corpo de regras e diligências estabelecidas para realizar uma pesquisa; método (HOUAISS, 2001).
Função Social: transformação da estrutura da sociedade.

MONTAÑO JUSTIFICA
ü A tecnificação confirma o paternalismo.
ü Tecnificação: tornar ténico.
ü É uma característica de sociedades que passaram, ou passam, por regimes políticos repressivos e autoritários.
ü No Brasil em 1960-1970 não havia ambiente para uma discussão sobre o papel social da profissão.

MONTAÑO ADVERTE
ü A “massa intelectual”  apenas  instrumentaliza a profissão.
Se torna eficiente no que faz sem questionar por que o faz e para quem o faz (MONTAÑO, 2009, p. 6).

MONTAÑO CRITICA
ü Com o Movimento de Reconceituação os profissionais criticam o “metodologismo, mas não interrompe- no

MOVIMENTO DE RECONCEITUAÇÃO
ü Década de 1960.
ü América Latina
ü Contra política desenvolvimentista norte-americana.
ü Busca novo olhar para Serviço Social latino americano.
ü Coloca em Xeque o Serviço Social que se postava ao lado da classe dominante.
ü Intenção de romper com o Serviço Social tradicional e conservador.

SUBALTERNIDADE DO SERVIÇO SOCIAL
ü A questão do gênero;
ü O empobrecimento do estudante e futuro profissional;
ü A condição do assistente social como funcionário público;
ü O Serviço Social visto como Tecnologia em relação às ciências sociais.

Subalterno (HOUAISS, 2001)
ü Que ou aquele que está sob as ordens de outro, que é subordinado ou inferior a outro em graduação ou autoridade.
ü Que ou aquele que se sente inferior a outro, que se coloca na condição de dever obediência a outro; submisso.


A QUESTÃO DE GÊNERO
ü Uma profissão eminentemente feminina em uma sociedade patriarcal.
ü Corrobora com a visão de que é uma profissão de menor importância.
ü Reproduz o caráter assistencialista da profissão.
ü Em nossa cultura, a filantropia é uma tarefa predominantemente feminina.

EMPOBRECIMENTO DO ESTUDANTE
ü Não por desprezar a democratização do ensino.
ü Origem da profissão era de interesse das classes altas da sociedade.
ü Esse fato “facilita a empatia” do assistente social com o público usuário.
ü Contribui para “ajustar a auto-imagem de identidade entre este profissional e os estratos mais empobrecidos” da sociedade (MONTAÑO, 2009, p. 104).

FUNCIONÁRIO PÚBLICO
ü Assistente Social empregado do Capital.
ü Executor de políticas sociais que servem para consolidar a ordem burguesa.
ü O Estado (poder público) é estabelecido como fonte privilegiada de emprego para o Assistente Social.
ü Que passa a ser um “servidor público”.
ü Acarretando “servilismo” do Assistente Social para com o órgão empregador (Poder público).
ü E não à causa pela qual foi contratado.


UMA TECNOLOGIA
ü O Serviço Social como “tecnologia” em relação às demais “ciências”.
ü Não produz conhecimento teórico, mas utiliza-se do acervo de outras ciências.
ü Importa teoria da Antropologia, Direito, Ciências Sociais, Psicologia, Filosofia, etc.
ü E realiza sua aplicação.
ü A Tecnologia não é aceita como produção de conhecimento.
ü Apenas aplicação do mesmo.
ü Imprime um sentimento de inferioridade aos Assistentes Sociais
ü Certa superioridade aos que não são da área por emprestarem sua produção teórica para que o Serviço Social possa se utilizar dela na intervenção social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
ü Montaño define este julgamento como equivocado.
ü Acredita que nem todo acervo teórico é eficiente e suficiente no exercício da prática profissional.
ü Montaño defende o praticismo tão criticado pela categoria.
ü Pois a prática credita verdades que a teoria desconhece.32
ü Por outro lado a teoria fundamenta a ação validando-a como ciência.
ü Uma não invalida a outra.

“Nem os organismos estatais ou particulares são fortalezas inexpugnáveis da ideologia dominante, nem as comunidades ou os grupos populares transmitem, infalivelmente, o ponto de vista proletário”. (LIMA, 1993,
apud, MONTAÑO 2009, P.109)

REFLEXÃO
Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito e somente enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer. Paulo Freire


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