terça-feira, 22 de março de 2011

A especificidade do serviço social

SERVIÇO SOCIAL CONTEMPORÂNEO


Palavras chave: Especificidade ,  Legitimidade, Tensão.
Ma. Edilene Xavier Rocha Garcia31
Conteúdo  
 A prática do Assistente Social sob a tensão das duas Perspectivas.

Objetivos de Aprendizagem
v Conhecer a prática do profissional de Serviço Social permeada pela tensão das duas Teses.
v Demonstrar a legitimidade da prática profissional sob as perspectivas - Evolucionista e Histórico-crítica.

PERSPECTIVA EVOLUCIONISTA
 A legitimidade do Serviço Social radica na especificidade da sua prática profissional (MONTAÑO, 2009, p. 54).

Radicar: ato ou efeito de radicar, de criar raízes, de se arraigar . (HOUAISS, 2001)

Legitimidade: caráter, estado ou qualidade do que é legítimo […] que está fundamentado e amparado em lei.
(HOUAISS, 2001)

Especificidade: qualidade daquilo que é específico […] qualidade própria, peculiar, de uma espécie […] (HOUAISS, 2001)

Perspectiva Evolucionista
ü Considerando esta Tese como a profissionalização da ajuda.
ü A legitimação profissional consiste em estabelecer limites no campo interprofissional - sem interferir ou invadir o espaço específico do outro.
 Entende-se por “específico” do Serviço Social a prestação de serviços à população vulnerabilizada, a pesquisa social, a metodologia, os objetivos profissionais e o objeto de intervenção.

Perspectiva Evolucionista
Por sujeito do Serviço Social, os pobres, carentes, na melhor das hipóteses, os assistidos pelas políticas
sociais.

Montaño questiona: somente o Serviço Social trabalha com os setores carentes da população?
 Montaño considera uma ilusão atribuir ao Serviço Social a exclusividade dos campos de intervenção profissional (saúde, trabalho, criança e adolescente, família, etc.)
 Advoga que esta concepção é conservadora e reflete a ansiedade da categoria em rejeitar a modificação, pois esta poderá enfraquecer sua estabilidade.
ü “Ansiedade provocada pela invasão dos tradicionais campos de trabalho do assistente social por outros
profissionais e técnicos”,
ü “Assim como por um sentimento de perda do seu lócus, do seu espaço de trabalho, de intervenção, da sua especificidade e, portanto, do seu emprego.” (MONTAÑO, 2009, p. 56).

Perspectiva Evolucionista
ü Montaño pondera que esta Tese forma executores, apolíticos e praticistas.
ü Orientados pela ideologia do Estado do “bem comum”.
ü Sem relacioná-la à história da sociedade.

PERSPECTIVA HISTÓRICO-CRÍTICA
O Serviço Social é legitimado oficialmente pelo papel que cumpre na ordem burguesa.
Mediante sua participação no Estado como executor final das políticas sociais.

PERSPECTIVA HISTÓRICO-CRÍTICA
 E não por sua especificidade.
Netto (1992) é na ordem monopólica do capital que o Serviço Social recebe um caráter profissional, ou seja, é
legitimado.

ü Segundo o autor o que legitima a profissão é o atendimento às demandas na divisão social do trabalho.

ü Mota nos estudos do Serviço Social de empresa verifica que a mesma legitima uma profissão à medida que ratifica sua utilidade.

O que legitima a Profissão é
ü Apresentar repostas às necessidades sociais.
ü Existência de instituições que contratem profissionais para oferecer tais respostas.

PERSPECTIVA HISTÓRICO-CRÍTICA
espadas.jpgA legitimidade apresenta duas dimensões tencionadas:
Ø  A dimensão hegemônica.
Ø  A dimensão subalterna.

Dimensão Hegemônica 
Assistente Social   X   Classe Dominante (empregador)

Dimensão Hegemônica
Ø A legitimação de sua prática se deu por meio dos que controlam as organizações onde o assistente social atua.
Ø Onde “vende” sua força de trabalho.

 Dimensão Subalterna
Ø Assistente Social X Usuário.
Ø Os sujeitos para os quais são dirigidas as políticas sociais.
Ø Esse “sujeito’ transforma as necessidades sociais em demanda para o Estado e reivindicações contra a
classe hegemônica .
Ø balança.jpgCria espaço de trabalho para o Assistente Social!

CLASSE HEGEMÔNICA
X
CLASSE SUBALTERNA

PERSPECTIVA HISTÓRICO-CRÍTICA
Ø A profissão é legitimada pela população assistida.
Ø A gênese do Serviço Social é considerada uma estratégia da classe hegemônica para apresentar o assistente social à população como um solucionador social.
Ø A questão social torna-se então um instrumento de controle social.
Ø Por meio das políticas sociais os usuários aceitam do Estado (mediatizador) a intervenção para seus
problemas.
Ø A questão social torna-se então um instrumento de controle social.
Ø Por meio das políticas sociais os usuários aceitam do Estado (mediatizador) a intervenção para seus
problemas.

Perspectiva Histórico-critica
Ø De uma lado a Classe Dominante reproduz o sistema capitalista e por outro a Classe Subalterna legitima a profissão.

Ø A fonte da demanda profissional está na questão social.
Ø Questão social -> relação contraditória entre capital  X  trabalho.
Ø Mediatizada pelo Estado e/ou outras Instituições sociais.

Considerações Finais
Todavia o compromisso ético-político do assistente social deve estar voltado para atender aos problemas que afetam as classes sociais que vivem do trabalho - (ANTUNES, 1995 apud MONTAÑO, 2009, p. 64).

O fundamento de legitimação da profissão está na demanda e na luta da classe trabalhadora por:
Ø Serviços sociais.
Ø Direitos universais.
Ø Agentes para executar tais serviços.
Martin Luther King.jpg 
“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem caráter, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silencio dos bons!”

Martin Luther King


Reflexão


http://www.oarquivo.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=ar
ticle&id=542:martin-luther-king&catid=78:internacionais&Itemid=43362



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